January 2010
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Quem, de três milênios, não é capaz de se dar conta vive na ignorância, na...
Hotel Literário
Amantes da literatura podem escolher entre mais de 2.700 títulos impressos e 40 mil audiolivros enquanto estiverem hospedados no Literaturhotel Franzosenhohl em Iserlohn.
Paisagem bucólica, ambiente silencioso e tranquilidade, quem sabe para ler um bom livro é o mínimo que um hotel pode oferecer a quem quer descansar. O Literaturhotel Franzosenhohl, no entanto, tem um diferencial: lá o...
A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro – JOHN...
Menor homem do mundo encontra o mais alto →
Indignação
Veja: Numa entrevista, a senhora qualificou o profeta Maomé de tirano e perverso. Por que pensa assim?
Ayaan: Disse isso e não nego, nem me arrependo. O calendário marca o ano de 2005, mas os fundamentalistas islâmicos exigem dos muçulmanos imitação perfeita de um comportamento tribal de 2.000 anos atrás. Maomé, o guia infalível, disse haver uma só verdade, e em seu nome revogou toda liberdade. Era um tirano, sim. Maomé seduziu e violou Zainab, a mulher de um pupilo. Isso não é perverso? Permita-me ir além. O profeta casou-se com Aisha, uma menina de 9 anos, filha do seu melhor amigo. Ele não esperou nem a criança atingir a puberdade, apesar da súplica paterna, para pedir a sua mão em casamento. Aisha foi prometida aos 6 anos de idade. Hoje no Irã, casamentos desse tipo são perfeitamente legais, freqüentes. Alguns muçulmanos reivindicam poder emular, sem entraves, esse modelo de moralidade. Trata-se de pedofilia pura. Na Holanda, Maomé seria levado pela polícia às barras de um tribunal.
Veja: Qual a diferença entre os fundamentalistas das diversas religiões?
Ayaan: Em teoria, nada diferencia um fanático cristão ou judeu de um fanático muçulmano. Na prática, eles se sentem mais à vontade no Islã.
Veja: Por quê?
Ayaan: Além de encontrar justificativa religiosa farta, a crítica dos membros de sua própria crença é quase nula. Quando o papa se posiciona contra o uso de contraceptivos, católicos do mundo inteiro contestam sem sofrer represálias. A cantora Madonna desperta antipatia em puritanos com a canção Like a Prayer, mas sua cabeça não está a prêmio. Ninguém degolou os humoristas do Monty Python por ter realizado o filme A Vida de Brian, uma sátira sobre Jesus Cristo exibida no mundo todo. Esse espaço de tolerância não existe no mapa do Islã, mesmo que muito almejado em silêncio. O Islã está como o pai do terrorista Mohamed Atta depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Traumatizado, desamparado, cego. "Meu filho não tem nada a ver com isso. Foi obra da CIA, dos judeus!" O pai não se deu conta da parte maléfica do filho. Recuso que uma religião, outrora pacífica, plena de força e energia, tenha no seu âmago o fanatismo e a violência.
Veja: Como a senhora descreve a situação das mulheres no Islã?
Ayaan: Numa cena do curta-metragem Submissão – Parte I, a câmera mostra o corpo da personagem Zainab, espancada pelo marido. Zainab está coberta por hematomas, feridas, cicatrizes e pelos versos do Corão que autorizam o marido a bater, caso ele julgue a esposa desobediente. Os fundamentalistas islâmicos ficaram irados ao ver os versos sagrados escritos no corpo de uma mulher. O resto, para eles, é normal. Tive um professor que me obrigava a escrever versos do Corão em tabulários. Um hábito em desuso desde o século XVI. Um dia, recusei-me a obedecer. Ele me vendou os olhos, levei uma surra até conseguir me livrar da venda. Encolerizado, ele me pegou pelos cabelos e bateu minha cabeça contra um muro. Desmaiei.
Veja: Como a platéia não religiosa respondeu ao filme?
Ayaan: De forma positiva, mas eu esperava uma dose maior de indignação dos liberais laicos, intelectuais e políticos da esquerda. O pessoal que acha ter o monopólio dos bons sentimentos. Na verdade, eles padecem do velho paradoxo da Revolução Francesa, que promoveu os direitos humanos em casa, mas manteve a escravidão nas colônias. Em nome da convivência multicultural, do respeito às tradições de outrem, esses intelectuais do Ocidente hesitam em colocar em evidência a situação subjugada da mulher dentro do Islã. Eles têm receio de ofender, de suscitar cólera, e assim ajudam a perpetuar o sofrimento e a injustiça. Ora, aqui não cabem relativismos. Abuso e mutilação sexual são crimes, e ponto final. Hoje, agora, já! Tampouco deve ser tolerado o assédio, a perseguição da qual são vítimas os homossexuais muçulmanos. Os ocidentais não podem fazer vista grossa nem calar, como já fizeram durante a existência dos gulags soviéticos. O Islã não viveu o Iluminismo. As sociedades islâmicas enfrentam os mesmos problemas do cristianismo anterior ao século XVIII. Ainda não se estabeleceu o justo equilíbrio entre razão e religião.
É preciso ler quarenta páginas para escrever uma linha – MARQUES REBELO.
Aqueles que mais razão têm para chorar são os que não choram nunca – PADRE...
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Veja o mundo através de um microscópio →
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Campanha criativa antifumo (demais!) →
Rio 2016
Direção: Nando Olival Co-Direção: Cesar Charlone / Renato Rossi / Rodrigo Meirelles
Poesia
Que disto tudo só fica o que nunca foi: Porque a recompensa de não existir é estar sempre presente.
Essa exaltação da presença da ausência, que Caeiro recusaria, é inteiramente de Álvaro de Campos.
Não podemos esquecer, por outro lado, que Caeiro nasceu afilhado de Walt Whitman, e Campos, por sua vez, afilhado desse afilhado. É, por isso, natural que tenham traços de família e façam, por vezes,...
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Comemoração Ano Novo inusitado →
Meu modo de escrever é antes pensar em voz alta, ao sabor dos meus humores, do...
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